Para começar arrebentando com a série de posts de Bonito! Meu primeiro passeio foi na Boca da Onça. Comecei com adrenalina lá em cima, porque ao chegar na fazenda e depois de um rápido café, fui aprender e treinar rapel. O passeio tem 2 opções. Uma é começar pelo rapel e depois fazer uma trilha de 3 kms em 3 horas e a outra é ir direto para a trilha. Eu escolhi a opção completa.
Pouco tempo depois já estava familiarizado com os mosquetões e cordas do treinamento do rapel. O grupo foi para a caçamba de um pequeno caminhão que anda uns 2 quilômetros para nos deixar perto da plataforma de onde o rapel é feito.
Ao chegar na plataforma é hora de conhecer o vale do rio Salobra e ter uma idéia da altura do rapel. É muito alto e o vale é lindo. Alias é o rapel de plataforma mais alto do Brasil. Dá uma olhada na foto. A ideia é chegar naquela plataforma que fica muito pequena olhando lá de cima. Hora de ajustar, prender e amarrar tudo. E eu além de prestar atenção na preparação do rapel pensei nos cliques do antes e depois.


Chega a hora de respirar fundo, pisar na borda da plataforma a 90 metros de altur e começar a descida. Devagar, ajeitando as coisas e começando a curtir o vento no rosto e o visual.
Além da altura e da distância do paredão, uma coisa deixa a descida um pouco mais tensa: os urubus em volta. Bem que podiam ser araras, né? Essa foi a brincadeira lá na hora.
A parte boa é o visual da cachoeira de 130 metros que dá para ver depois de descer alguns metros no rapel. Aquele spray de água deixa o paredão ainda mais lindo. Após curtir mais um pouco acelerei a descida e pensei onde seria interessante ficar para clicar o pessoal que faria o rapel depois que eu desci.


No chão, hora de fotografar e esperar o grupo para começar a caminhada.



Caminhada que tem como primeira parada a cachoeira que dá nome a fazenda e a cachoeira. A Boca da Onça. Olha a imagem abaixo para entender o porquê desse nome.

A cachoeira exuberante de 156 metros estava com volume de água incrível. Havia chovido um dia antes do passeio, o que ajudou a aumentar esse volume. Hora de aproveitar a piscina natural que é formada no pé da cachoeira.

Nessa hora entendi na prática o significado de “Lavar a alma” quando mergulhei na água gelada e cristalina depois do rapel com muito calor.
Depois de curtir a cachoeira, encaramos a trilha. Em um caminho gostoso perto da margem do rio Salobra, vamos andando até a próxima cachoeira, com a câmera na mão e atento às aves.
A trilha é intensa e com bastante subida. O bom é chegar em cada uma das 9 cachoeiras que fazem parte do caminho. Em 3 delas é possível dar um mergulho. Veja algumas imagens delas.




Depois de andar muito, fotografar e nadar, todo mundo queria saber do almoço.
Na sede da fazenda, que é chamada de receptivo, um fogão a lenha mantém as panelas de ferro com comida caseira quente. A comida é feita com ingredientes da própria fazenda: a salada orgânica e a carne é do boi que pasta ali no quintal. Para quem é de cidade grande como eu, isso faz toda a diferença.



O endereço da Boca da Onça é Rodovia MS-178 (Bodoquena/Bonito, km 26) – em pavimentação.
O preço do passeio com Rapel + Trilha + Almoço sai por R$303,00
O site é www.bocadaonca.com.br
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